segunda-feira, março 17, 2008

Metro Quadrado

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Se olharmos com atenção ainda encontramos autênticos espaços agrícolas no meio de tanto e tão confuso urbanismo...

Lisboa é hoje uma cidade cosmopolita, Europeia. São cada vez menos os espaços onde terra e homem respiram. Porém, se olharmos com atenção ainda encontramos autênticos espaços agrícolas no meio de tanto e tão confuso urbanismo. Falamos de pequenas hortas que, coladas umas às outras, formam (ainda) grandes espaços cultivados de couves, cebolas, abóboras, tomates, árvores de fruto, batatas e tudo o que era tradição cultivar-se na tradicional paisagem rural portuguesa.
O documentário parte à descoberta destes espaços agrícolas espalhados um pouco por toda a cidade de Lisboa e descobre homens e mulheres que, apesar de terem chegado há mais de 30 anos à capital, se recusam a perder as suas origens campestres. Encontramos “agricultores” urbanos que continuam a ter um horário e um calendário típicos do mundo rural: estão a trabalhar na terra logo ao nascer do sol, descansam nas horas de maior calor e voltam a ocupar-se das suas hortas quando a tarde começa a cair.
Por que cultivam eles? Por necessidade? Para colmatar um rendimento que é sempre muito curto? Para matar saudades da terra que deixaram na província há muitos e muitos anos?

Que futuro terão estes espaços agrícolas numa cidade cada vez mais em construção? Falámos com os “trabalhadores agrícolas”, arquitectos que pensam a cidade em busca de várias respostas para uma mesma pergunta: que futuro para estas hortas livres e “selvagens” numa cidade onde o preço do metro quadrado não pára de subir.

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